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O Projeto Felinos do Aguaí nasceu em 2006, a partir de uma pegada de um felino silvestre encontrada em uma unidade de conservação de proteção integral. Neste momento surgiu a ideia de fazer um projeto que se dedicasse a conservação dos felinos silvestres, que estão entre as espécies mais ameaçadas do mundo, afetados principalmente pela perda do seu habitat. Por serem animais que estão no topo da cadeia alimentar, sua conservação representa a conservação de todo o ambiente e ecossistemas onde estão inseridos. 

Por meio de pesquisas realizadas através de armadilhas fotográficas e vestígios indiretos, foram identificadas na unidade de conservação quatro espécies de felinos silvestres brasileiros ameaçados de extinção, entre eles o leão baio (Puma concolor), que desde o desaparecimento da onça-pintada (Panthera onça) na região, tornou-se o maior predador do Planalto das Araucárias; a Jaguatirica (Leopardus pardalis), o maior felino do gênero Leopardus, seguido do gato-maracajá (Leopardus wiedii) e gato-do-mato-pequeno (Leopardus tigrinus).

O objetivo inicial do projeto foi estimar a distribuição espacial (presença ou ausência) dos felinos silvestres, visando assegurar a conservação das espécies, sensibilizar a comunidade para a importância da sua preservação e promover a conservação ambiental da área protegida. Buscando avançar nos trabalhos de pesquisa, o projeto visa nos próximos anos estudar a população dos felinos silvestres, com interesse em implementar práticas de manejo conservacionista.
O Projeto tem como patrocinador oficial as Empresas Rio Deserto e recebe o apoio da comunidade e demais parceiros por meio de ações voltadas para a conservação ambiental.

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