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I CONGRESSO INTERNACIONAL O FUTURO DA ÁGUA NO MERCOSUL

Aconteceu nos dias 9 e 10 de novembro, no Auditório Antonieta de Barro, Assembléia Legislativa de Santa Catarina, Florianópolis (SC) o I Congresso Internacional sobre o futuro da água no Mercosul. O desafio do encontro foi gerar propostas concretas para que as autoridades brasileiras possam negociar a proteção da água subterrânea e de superfície com os parceiros do Mercosul. Com as temáticas: Nova cultura da água; Água e as mudanças climáticas; Água e políticas públicas e Cooperação e conflitos da gestão da água, o congresso reuniu representantes do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Pesquisadores e conferencistas do Canadá, Espanha, Alemanha e Portugal também participaram, assim como lideranças políticas e governamentais do Brasil e exterior.
A má gestão dos recursos hídricos em Santa Catarina foi observada pelo professor Arthur Schmidt Nanny, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Ele explicou que o uso intensivo de agrotóxicos, em regiões agrícolas como o Oeste, pode interferir nos reservatórios subterrâneos. “Os aquíferos também correm o risco da poluição, mas se isso acontecer podem nunca mais voltar ao seu estado inicial, ao contrário dos rios, que em alguns casos podem ser despoluídos em uma década”, alertou.
Outra peculiaridade do estado catarinense foi apontada por Luiz Fernando Scheibe, coordenador técnico do projeto Rede Guarani-Serra Geral, professor do Departamento de Geociências da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e integrante da comissão organizadora do evento. Segundo Scheibe, não há falta de água devido ao grande volume de chuvas, mas grande parte dos mananciais que cortam o Estado está poluída. “Usam os rios como esgoto e depois vão buscar água boa na profundidade por meio de poços”, criticou.
Para o Projeto Felinos do Aguaí, que esteve presente no congresso, estes depoimentos são avisos de que devemos nos esforçar para garantir a proteção das águas. Algumas das ações que o projeto visa incluir em seus trabalhos nos próximos anos e que foram bastante discutidos são: Rede de monitorização, Reduzir a pressão dos recursos hídricos; Aumentar a utilização eficiente da água; Trabalhar a questão integrada da água subterrânea e superficial, Implementar campanhas de sensibilização, entre outras ações. A gestão dos recursos hídricos não é somente uma questão de distribuir água para a vida vegetal e animal. Muitas vezes apesar de todo o conhecimento científico, o ser humano parece não perceber que a água é que dá suporte a vida.   


Luiz Fernando Scheibe, coordenador técnico do projeto Rede Guarani-Serra Geral