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Notável pelas suas proezas de escalada e atividade arborícola, o gato maracajá é um exímio caçador capaz de perseguir suas presas em descidas verticais (de cabeça para baixo) sem qualquer dificuldade.

Nome científico: Leopardus wiedii (Schinz, 1821).
Família: Felidae
Descrição da espécie: Comprimento do corpo: de 50 a 79 cm; comprimento da cauda: de 33 a 51 cm; peso: de 2 a 6 kg. Animal de pequeno porte, com focinho, olhos e patas proeminentes. A pelagem é comprida, com coloração variando do amarelo-acinzentado ao castanho-ocráceo, sendo a região ventral branca. Possui manchas ocelares e longitudinais pelo coro, cujas bordas são mais escuras que o centro. Distingui-se de L. tigrinus por sua pelagem comprimida e voltada para frente na nuca, por suas rosetas mais fechadas e por possuir o focinho preto, ao invés de rosáceo. Fórmula dentária: i3/3; c1/1; pm 3/3; m 1/1 = 30.
Ocorrência da espécie: No Brasil, está presente em todos os biomas: Amazônia, Pantanal, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica e Campos Sulinos.
Reprodução: Durante o período de corte, apresenta comportamentos bastante específicos e variados repertórios de vocalizações. O período de gestação é de 76 a 84 dias, tendo apenas 1 filhote por vez e, raramente, 2. A maturidade sexual é alcançada por volta de dois a três anos de vida.


Registro no Aguaí

Hábitos alimentares: A espécie é carnívora, alimentando-se de pequenos mamíferos arbóreos e terrestres, aves, répteis, anfíbios e artrópodes. 
Outros dados ecológicos: Este felídeo é solitário, noturno e muito ágil no solo e em arvores. Sua área de vida pode variar de 10 a 16 km². Habita florestas e matas de galeria.
Curiosidades: Em cativeiro, pode atingir 20 anos de vida. As articulações dos membros traseiros são muito flexíveis, permitindo uma rotação de 180º, o que facilita suas escaladas e descidas verticais em árvores e o diferencia dos demais felídeos brasileiros.
Grau de ameaça: Devido à destruição de seu habitat e caça, a espécie é considerada “vulnerável” para o Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Brasil, “em perigo” em São Paulo e Minas gerais, e “ quase ameaçada”, na Lista Vermelha da IUCN (2010). Consta no apêndice I da CITES.