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Incêndio no Aguaí.

Uma expedição de montanhistas da ASGEM (Associação Serra Geral de Montanhismo) unida à equipe do Projeto Felinos do Aguaí realizou entre os dias 30 e 31/08 a primeira ascensão ao cume Aguaí, provavelmente o pico mais alto da Reserva Biológica do Aguaí, com 1300 metros (1388 fonte IBGE). Durante a expedição, montanhistas e pesquisadores avistaram vários focos de incêndio, que em poucas horas reduzia uma das florestas mais ricas em biodiversidade do mundo e também um dos biomas mais devastados, a Mata Atlântica.

Nesta região, no final do inverno, inconseqüentes queimadas agropastoris provocam mudanças na vegetação dos campos de cima da Serra. Na última quinta feira, 28 de Agosto, foi identificado o primeiro foco de incêndio que desencadeou uma série de focos, provocando uma perda significativa da cobertura florestal da unidade de conservação. O tempo seco e o vento colaboraram para que o fogo se alastrasse pela reserva.

Este incêndio causou perdas tanto para o meio ambiente quanto ao próprio homem. Tais prejuízos refletem diretamente a perda de espécies da fauna e flora, aquecimento global, erosão, empobrecimento dos solos, dos recursos hídricos, além dos recursos genéticos. É impossível dizer quantas espécies de animais e vegetais foram afetadas com esta queimada, sem que tenham sido conhecidas ou estudadas.

Na fauna, o impacto do fogo pode ter acarretado inúmeros danos, mortalidade, lesões, intoxicações por fumaça, mudanças do habitat, entre outros. Esta ameaça, nos mostra, como o equilíbrio do homem com os recursos naturais está sendo comprometido e o quanto ainda é necessário à conscientização da população em adotar medidas preventivas nas queimadas florestais. A consciência de que o homem pertence à natureza e que sem ela não pode viver é a única saída para um futuro de harmonia entre os homens e a natureza.