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Sobrevôo na Reserva Biológica Estadual do Aguaí Para entender a magnitude da Serra Geral é preciso sobrevoá-la. É impossível ter a dimensão de seu espaço sem sair do chão. E mesmo voando não é tão simples assim. Por isso, durante uma hora e meia, sobrevoamos este imenso mar de montanhas. Estas montanhas são mais antigas que a própria vida sobre a Terra.
A aeronave utilizada foi um monomotor e o vôo foi realizado próximo aos picos mais altos da Serra. O tempo estava bom, olhando para baixo se via tudo perfeitamente. O sobrevôo teve como finalidade o reconhecimento da Reserva Biológica Estadual do Aguaí, principalmente as áreas de encostas mais íngremes e fundos de vales, onde o acesso se torna difícil. O avião que nos conduziu sobrevoou o verde vale por onde se estende à região do Rio Manuel Alves ao sul até o Cânion do Funil ao Norte.
Vagarosamente formos contornando os vales. Lá do alto podíamos ver o ecossistema assumir características peculiares, mata aberta, mata fechada, paredões íngremes e monólitos de rochas esculpidos pela própria natureza. No fundo do vales, revelaram-se majestosas cachoeiras. O contato com essa paisagem nos dá a certeza de que é preciso lutar pela preservação deste patrimônio natural, considerando sua contribuição para o equilíbrio do clima da região, a importância dos seus recursos hídricos e também da sua beleza cênica.
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