Edição 2012 Treviso - SC


Fabio Forgiarini
11 anos
Localidade: Brasília


Francini Forgiarini Machado
17 anos
Localidade: Brasília


Vicente Augusto Candeo
11 anos
Localidade: Rio Manin

Thayna Cyndi
15 anos
Localidade: Centro

Sander Fontanella
11 anos
Localidade: Brasília

Francieli Tasca Bágio
15 anos
Localidade: Rio Ferreira


Francieli Castagnete de Medeiros

15 anos
Localidade: Centro

 

 

8º Encontro – 19/10/2012

Estamos indo para a reta final do primeiro curso de agente ambiental mirim. Nesta última etapa convidamos para participar do encontro o Biólogo Caio Feltrin, que vem estudando os peixes da Cabeceira do Rio Mãe Luzia, na Guanabara.
A primeira atividade foi recolher a armadilha fotográfica. Desta vez, a armadilha registrou outra espécie de mamífero, os cachorros-do-mato (Cerdocyon thous). No caminho foram observados anfíbios como a rã e o sapo. Na oportunidade, o Caio aproveitou e mostrou para a turma qual a diferença básica entre eles e suas defesas contra seus predadores.
Neste dia, também foi realizado a limpeza da trilha, onde foram coletados mais lixos espalhados pela mata. Por último, foi apresentado aos agentes à técnica utilizada pelo Biólogo para coletar e estudar a ictiofauna. Com o puçá, foram identificadas diversas espécies de peixes.
Através de suas atuações, os agentes estão promovendo ações de proteção e educação ambiental no entorno da reserva, que por meio de atividades participativas os auxiliam na identificação da biodiversidade e dos problemas ambientais que ainda ocorrem na região.

 

 

 

 


7º Encontro – 24/08/2012

No dia 24/08 foi realizado mais um encontro dos agentes ambientais, sendo que este aconteceu na biblioteca da escola Udo Deeke, buscando integrar os conhecimentos práticos com a teoria. 
Inicialmente, os agentes assistiram um documentário das “aves do terror” da América do Sul. A ave do terror é uma tradução literal para "Terror Birds", denominação comum de diversas aves carnívoras pré-históricas que viveram entre 60 milhões e 2 milhoẽs de anos atrás. Mas não pense que os antigos predadores desapareceram por completo, embora seus parentes vivos já não assustem mais ninguém. O mais próximo, segundo conta o americano Larry Marshall (Instituto das Origens Humanas) é a conhecida seriema.

Aves do Terror, um ancestral da nossa Ciriema atual?

Na Reserva do Aguaí, a Seriema vive nos campos de Cima da Serra. Com 70 centímetros de altura, pouco mais alta que um peru, ela guarda diversas lembranças anatômicas de suas terríveis primas-avós, como as pernas longas e a velocidade, as asas subdesenvolvidas e o vôo raro e curto, ao qual recorre apenas quando não há outra saída, durante uma fuga necessária. Mas é no comportamento de caçadora e na dieta de carne que ela mais denota os laços com o passado. Desde que saem do ninho, seus filhotes caçam na vegetação rasteira. Agarram com os pés, imobilizam com o bico, batem a presa no chão e engolem-na de uma vez. Não há dúvida de que o esqueleto das seriemas repete, nas linhas básicas, a ossatura das aves do terror. E se há semelhança entre os corpos, é razoável supor que a estratégia de caça também seja parecida, no passado como no presente. Tanto que, no início, se imaginou que os descendentes das Seriemas fossem as águias e os gaviões, de bico poderoso. Mas estes atacam mergulhando sobre as vítimas em pleno vôo, algo improvável no caso das aves antigas.

A proposta da atividade foi destacar a ocorrência de descendes da Ave do Terror no Sul do Brasil e traçar um paralelo sobre a evolução dos predadores pré-históricos e predadores modernos. No final do encontro, houve diversas discussões sobre a apresentação do documentário e o papel do agente ambiental na gestão da Unidade de Conservação. Foram debatidos assuntos que incluíram Informação ao visitante, Atividades que podem ser realizadas dentro e fora da reserva; Principais ameaças, Diversidade de espécies; projetos ambientais e potencial turístico.

6º Encontro –10/08/2012


Retornando das férias, os agentes ambientais voltaram a pesquisar na comunidade de Santo Antônio, onde foi avistada, meses atrás, a presença do puma. Desta vez, o grupo foi recebido pelo Sr. João, caseiro do sítio, que nos conduziu até o início da trilha. Esta trilha se diferencia das demais áreas estudadas em Treviso, pois apresenta um relevo íngreme de região montanhosa, ideal para um bom escalador, como o puma. As montanhas rochosas foram o seu refúgio durante muito tempo, fato que está ligado à origem do nome leão da montanha, que lhe foi atribuído.

Chegando aos 400 metros de altitude, o grupo instalou as armadilhas fotográficas. No final da Trilha, chamou a atenção do Júnior um fruto caído no chão. Segundo João trata-se de uma embira. A embira ou envira , é o nome de uma fibra extraída da casca de algumas árvores, para a confecção de barbantes e cordas, muito útil no meio rural.

Micheli fotografou uma espécie de Arapaçu.

Agentes na observação de aves..

Francieli marcando ponto no GPS.

Conforme o inverno vai acabando as trilhas vão fechando.

5º Encontro –20/07/2012

Mesmo de férias nas escolas, alguns agentes ambientais participaram da atividade que aconteceu na última sexta-feira (20/07) na comunidade da Guanabara.
Logo no início do encontro a turma ficou sabendo o que as câmeras haviam registrado na comunidade de Santo Antonio e para contentamento de todos havia registro de tatu-galinha (Dasypus novemcinctus) e uma inesperada paca (Cuniculus paca). Durante os seis anos de pesquisa do projeto, este foi o segundo registro do mamífero. A paca é considerada um roedor de tamanho grande muito cobiçado pelos caçadores da região, devido à qualidade de sua carne, sendo esta a principal ameaça contra a espécie. Depois de observar as fotografias, o grupo partiu para a tarefa do dia que seria fazer a manutenção de uma câmera no vale da Guanabara.

Subindo o rio, o grupo se deparou com fezes de lontra (Lontra longicaudis) exposta sob uma pedra. Neste momento, algumas informações adquiridas pelos pesquisadores durante a Expedição Aguaí 2012 foram repassadas aos agentes ambientais, buscando multiplicar o conhecimento.
Um pouco adiante, os agentes identificaram a entrada onde foi instalado o equipamento de pesquisa. Chegando ao ponto foi observado que havia 09 registros, o que motivou a equipe a instalar outra câmera e continuar monitorando a área.
Para incentivar a preservação dos recursos ambientais na comunidade, o grupo realizou um mutirão de limpeza coletando resíduos encontrados na trilha, somando três sacos de lixos.

Marcando ponto no GPS.

Agentes coletando lixo em trilha..

Rio Mão Luzia o maior afluente do Rio Araranguá.

Espécie: Tatu galinha (Dasypus novemcinctus)
Local: Reserva Biológica Estadual do Aguaí
Fonte: Projeto Felinos do Aguaí

Espécie: Irara (Eira barbara)
Local: Reserva Biológica Estadual do Aguaí
Fonte: Projeto Felinos do Aguaí

Espécie: Paca (Cuniculus paca)
Local: Reserva Biológica Estadual do Aguaí.
Fonte: Projeto Felinos do Aguaí

4º Encontro –15/06/2012

O Projeto Felino do Aguaí recebeu na segunda semana de Junho, uma notificação sobre a ocorrência de Leão-baio na comunidade de Santo Antonio, em Treviso. O animal foi avistado por um morador que identificou o felino silvestre próximo a estrebaria de sua casa. Com a autorização do proprietário, na segunda-feira (11/06) o Fotógrafo do projeto instalou duas armadilhas fotográficas e equipamentos de vocalização para tentar flagrar o animal.

Sr. Natalino Comin recebendo os agentes.

Saindo para buscar as armadilhas.

Francini F. Machado desarmando armadilha fotográfica.

Na sexta-feira, 15/06 os agentes ambientais entraram em ação e foram até Santo Antonio fazer a manutenção dos equipamentos de pesquisa que haviam instalado no último encontro, e aproveitaram para vistoriar os equipamentos colocados para registrar o felino.
Com relação às câmeras instaladas pelos agentes ambientais, a primeira ainda estava funcionando, mesmo depois de intensas semanas com baixas temperaturas, que atingiram a -8,4ºC na encosta da serra. Esta câmera continha cinco registros. A segunda, com 12 registros, não resistiu ao frio e parou de funcionar. Depois de revelar os filmes divulgaremos os resultados.

Sobre o registro do Leão-baio, como as câmeras eram digitais, logo se verificou que o animal não tinha sido fotografado. O gravador funcionou durante três dias, vocalizando o som de presas e predador. A área de vida do Leão-baio pode variar conforme a disponibilidade de alimento, normalmente percorre de 56 a 155 km2. Sua dieta é bastante variada, e quase que exclusivamente constituída de mamíferos. Conhecido como predador oportunista, este animal devora todos os anos milhares de criações domésticas. Através da entrevista com moradores locais, os agentes ambientes puderam conhecer na prática, quais ações de conservação garantem que os animais não fiquem sem comida e quais medidas de segurança devem ser adotadas para manter o animal afastado da propriedade.

Não deixe de acompanhar as atividades desenvolvidas pelos agentes ambientais, pois vamos continuar de olho no rastro deste felino silvestre invisível, não perca!

3º Encontro –01/06/2012

A cada encontro os agentes ambientais despertam mais interesse pela conservação, desenvolvendo novas habilidades proporcionadas pela vida conectada aos ciclos naturais. A vivência com a natureza nos toca fundo pelos aspectos belos, ricos em diversidade, alegres, além de profundos e elevados, dos elementos da natureza. O terceiro encontro foi marcado com uma visita na região da Guanabara, área que abrange a porção norte da Reserva Biológica do Aguaí.

A missão deste dia foi percorrer uma trilha na comunidade, buscando avaliar o status de preservação da área e escolher um novo local para a instalação dos equipamentos de pesquisa.
Neste encontro, os agentes ambientais começaram a ter mais intimidade com as armadilhas fotográficas e o GPS (Sistema de Posicionamento Global) aprendendo a manuseá-los, sob a orientação dos pesquisadores. As atividades na natureza ensinam várias lições aos jovens – algumas óbvias, outras muito sutis, que asseguram um contato profundo, novo e pessoal com o mundo natural.

Subindo o Rio Mãe Luzia.

Na oportunidade foram feitas leituras da paisagem, em que os agentes ambientais puderam observar atentamente o meio ambiente. Nas margens dos rios, estavam pousadas as borboletas, que foram fotografadas para informar aos exploradores que este grupo animal tem um papel muito importante na natureza, pois contribuem para a polinização das plantas. Além disso, também foi lembrando sobre a transformação da freqüentemente feia e bizarra lagarta, em uma elegante borboleta.

Micheli explicando como usar o GPS.

No percurso, também foram observados uma a quantidade de epífitas (plantas que se apóiam sobre árvores). O epifitismo é algo comum nas florestas tropicais, onde a competição por luz e espaço não permite que plantas prosperem sobre o solo. As mais conhecidas são bromélias e orquídeas. Estas plantas acrescentam uma nova dimensão às florestas, elas criam novos buracos a serem explorados por um grande número de espécies. Um dos melhores exemplos de um pequeno ecossistema baseado numa epífita é o reservatório de bromélias. Estes reservatórios de água potável proporcionam água para muitos animais que vivem no dossel das árvores, além de um habitat no qual, muitas espécies utilizam para abrigo e reprodução (rãs e girinos).

No final do encontro foi visitada a cachoeira da Guanabara, que atrai muitos visitantes no verão. Como o local apresenta uma diversidade de vida, e também possui potencial para o desenvolvimento do turístico ecológico, a área merece uma atenção especial em relação a sua proteção, já que foram encontrados muitos lixos depositados no interior da trilha.

Aula sobre equipamentos de pesquisa.

Sander e Fabio instalando armadilha fotográfica..

Borboleta

2º Encontro – 11/05/2012

Na última sexta-feira aconteceu o segundo encontro do Curso de Agentes Ambientais Mirins. Este dia foi dedicado a atividade de trilha interpretativa na Cachoeira do Salto Branco, na comunidade de Santo Antônio/Treviso. 

Foram cerca de 3 km de percurso até chegar à cachoeira. Durante o trajeto os agentes tiveram a oportunidade de conviver com a ecologia, presenciando relações ecológicas, identificando árvores exóticas, observando aves silvestres e aprendendo a instalar armadilhas fotográficas que irão ser monitoradas pelo grupo para registrar a fauna local. A definição dos locais para a instalação dos equipamentos foi escolhido pelos agentes ambientais.

Micheli explicando como se instala armadilhas fotograficas.

Agentes e monitores.

A trilha interpretativa se mostrou com uma notável oportunidade de desenvolvimento humano, estimulando a capacidade investigadora de cada participante, levando-os a repensar seu modo de ver e sentir o planeta como um todo, a partir da leitura e da percepção da realidade ambiental.

Acompanhe as atividades que os agentes farão pela Reserva do Aguaí e seja você também um agente ambiental no futuro! Até o próximo encontro!

Agentes identificando peixes.


 1º Encontro - 13/04/2012

No dia 13 de Abril, deu-se início ao Curso de Agentes Ambientais Mirins promovido pelo projeto Felinos do Aguaí. Por meio de um processo de construção de conhecimento, o curso se propõe unir aspectos teóricos e práticos que permitam que os participantes protejam, monitorem e detectem atividades ilegais em áreas protegidas para que dessa forma, colaborem com a conservação dos recursos naturais.

No primeiro encontro, foi feita a apresentação da equipe, dos objetivos do curso, metodologias, e também tratado assuntos gerais sobre a Reserva Biológica do Aguaí, que buscou enfocar sua abrangência, bioma, ecossistemas, aspectos histórico-culturais, biodiversidade, aspectos sócios econômicos e atividades que podem ser desenvolvidas na unidade de conservação e seu entorno. 
A aula inaugural aconteceu na Escola Estadual Udo Deekee contou com a presença dos 08 alunos inscritos para o Curso de Agentes Ambientais e com o Biólogo Juliano de Mattos Emmerick, representante da Fundação do Meio Ambiente (FATMA). O resultado do primeiro encontro foi satisfatório, pois houve a participação dos alunos, com o desenrolar das temáticas apresentadas.